terça-feira, 27 de setembro de 2016

Artrópodes


O filo Arthropoda possui o maior número de espécies e a maior diversificação de formas de todo reino animal. Nesse grupo são encontrados animais com 3 folhetos embrionários (Triblásticos: ectoderme, mesoderme e endoderme), sistema digestório completo e um rígido revestimento externo, denominado exoesqueleto. 

Classificação


Provavelmente, os primeiros artrópodes surgiram nos mares no período Pré-Cambriano (600 milhões de anos). Desde então, os artrópodes ocuparam nichos ecológicos vagos, adaptaram-se e, nos dias atuais, são encontrados em vários ambientes da Terra (talvez em todos!!!). Os subfilos viventes são: Crustacea, Hexapoda, Myriapoda e Cheliceriformes. Esse filo pertence ao grupo Ecdysozoa, apresentando parentesco com outros 2 filos: Tardigrada (ursos-d'água) e Onychophora (vermes-aveludados). Os três filos formam um clado monofilético conhecido como Panarthropoda
Myriapoda
Tardigrada
Onychophora
Hexapoda

Crustacea


Características gerais 


Todos os artrópodes são protostômicos, Triploblástico e bilaterais. Ocorre regionalização das partes do corpo (ex: diferenciação em cabeça, tórax e abdomen), a maioria é dióica, com desenvolvimento direto, indireto ou misto, porém existem espécies com reprodução partenogenética. O sistema circulatório é aberto, consistindo de um coração dorsal e o sistema digestório é completo (boca e ânus). Os corpos dos artrópodes são protegidos com cutícula, que forma o revestimento corporal conhecido como exoesqueleto. Essa proteção serve de suporte para músculos e impede a perda de água para o meio externo. O exoesqueleto também é composto por grossas placas (escleritos) chamadas: pleuritos (região lateral), esternitos (região ventral) e tergitos (região dorsal). Linhas flexíveis nessa "armadura" delimitam as articulações. 

Representação dos planos de simetria de uma animal bilateral (com um único eixo de simetria). Na figura estão os planos: frontal (divide em dorsal e ventral), transversal (divide em anterior e posterior) e sagital (divide em esquerdo e direito). Esse tipo de estrutura corporal está relacionada com a cefalização e com a busca ativa por alimentos.

Apesar de fornecer proteção, o exoesqueleto limita o crescimento do animal. A solução encontrada foi a Ecdise (ou muda). Por meio da eliminação do exoesqueleto, a ausência de crescimento gradual é contornada, logoo organismo é capaz de crescer durante um período (enquanto o exoesqueleto não enrijece). O exoesqueleto liberado pelos Ecdysozoa durante a ecdise é nomeado Exúvia (do latim exuviae‚ "camisa" ou "pele vazia") e todo o processo de muda é controlado pelo hormônio ecdisona.
Eliminação da carapaça durante a ecdise. Nessa foto, o "molde" escuro deixado na folha é a exúvia e o animal é a parte mais clara. Após esse processo, o inseto é capaz de crescer por um determinado tempo, contornando a limitação causada pelo exoesqueleto.

Fontes: 
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[3] Invertebrados - Brusca & Brusca 2ª ed.

Figuras: 

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